
De avatares bonitos a personagens com roteiro: o novo entretenimento feito por IA
Marisa Maiô e Vlog Bíblico mostram como a IA está evoluindo da imagem estática para personagens com humor, carisma e roteiros complexos. Descubra o impacto da tecnologia Veo 3 nessa nova fase do co...
O futuro do conteúdo já não tem rosto. Ou melhor — pode ter qualquer um.
Com a chegada das IAs generativas de vídeo, voz e imagem, criadores estão ultrapassando os limites do tempo, da câmera e até da própria identidade para construir comunidades reais com personagens virtuais. O que parecia ficção virou feed. E o que era teste virou case de sucesso.
Hoje, perfis criados por IA não só acumulam seguidores como já fecham parcerias com grandes marcas. Mas o mais interessante não é a existência desses influenciadores, e sim a complexidade com que eles estão sendo construídos.
A evolução não está no “ser IA”, e sim no nível de entrega
Ter um rosto gerado por IA já não é novidade.
Desde os primeiros modelos hiperrealistas no Instagram até personagens com nome e sobrenome criados por empresas para estrelar campanhas, o uso de inteligência artificial no conteúdo é conhecido. A própria Magalu já é um exemplo clássico: uma influenciadora digital de marca com mensagens comerciais bem definidas.
Mas agora, entramos numa nova fase.
Com tecnologias como Veo 3, o conteúdo deixa de ser só visual — e passa a ser narrado, performado, roteirizado e entregue com personalidade.
Dois exemplos provam isso com força:
Marisa Maiô: humor e narrativa em alta performance
Marisa Maiô é uma personagem fictícia criada com IA que apresenta um programa de auditório no Instagram.
Com cortes rápidos, estética cômica e uma personalidade debochada, a personagem conquistou o público com um estilo próprio de humor — absurdo, irônico e perfeitamente adaptado à lógica das redes sociais.
O sucesso foi tanto que, pouco tempo depois de surgir, Marisa firmou uma parceria com a Magalu.
Ou seja: uma criadora inteiramente digital, mas com carisma suficiente para fechar com uma das maiores varejistas do país.
Mais do que um rosto gerado por IA, ela é um projeto de conteúdo com roteiro, formato e identidade clara.
Vlog Bíblico: personagens da Bíblia como criadores
Outro case que mostra o salto de complexidade é o Vlog Bíblico.
O perfil traz personagens bíblicos encenando suas histórias em primeira pessoa, como se estivessem gravando um vlog.
A linguagem é simples, atual, e o formato é pensado para viralizar: vídeos curtos, falas diretas e um tom quase confessional.
Tudo isso feito com IA, desde o rosto até a voz.
O que antes exigiria elenco, roteiro, gravação e edição, agora pode ser criado por uma pessoa só, usando IA para dar vida a uma ideia, com constância e estética impecável.
Veo 3: a tecnologia por trás da voz (e da ilusão)
Por trás desses perfis está o Veo 3, uma tecnologia de clonagem e modulação de voz que vai além do “texto para fala”.
Ela entrega entonações, emoções, pausas naturais, sotaques e ritmos, permitindo que personagens pareçam reais, mesmo quando não existem.
E é aqui que a revolução realmente acontece.
Criadores estão usando Veo 3 para construir universos complexos, com roteiros próprios, vozes únicas e conteúdos que misturam storytelling, humor e crítica social, tudo com consistência e escalabilidade.
O conteúdo do futuro é inventado, mas o impacto é real
Esses influenciadores podem até não existir, mas eles entregam presença, carisma e narrativa com mais eficiência que muita gente real.
O que estamos vendo é uma mudança de paradigma:
a influência não depende mais da identidade do criador, mas da capacidade de construir conexão através de formatos inovadores.
E a IA está permitindo exatamente isso.
A pergunta que fica não é mais “será que IA pode criar conteúdo?”
A pergunta agora é: o que mais a gente pode imaginar — e construir — a partir disso?


